JOGO E ESPORTE: DIFERENÇAS CONCEITUAIS E NA EXPERIÊNCIA DOS JOGADORES
Inicialmente, cabe uma colocação: o elemento fundamental de toda prática esportiva é o jogo. O jogo é o alicerce dos esportes, mas o esporte não se resume ao jogo: ele vai além, em inúmeros aspectos. A mais conhecida conceituação de jogo é a de Huizinga. Para esse autor, jogo é:“(...) uma atividade ou ocupação voluntária,exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotada de um fim em si mesmo, acompanhada de um sentimento de tensão e de alegriae de uma consciência de ser diferente da „vida quotidiana” (HUIZINGA, 2007, p. 33)1. Kishimoto, após apresentar conceitos de diferentes autores (Fromberg, Christie, Caillois e Huizinga) sobre os jogos, faz a síntese de algumas características apontadas pelos autores: 1. “Liberdade de ação do jogador ou o caráter voluntário, de motivação interna e episódica da ação lúdica; prazer (ou desprazer), futilidade, o „não sério ou efeito positivo.2. Regras (implícitas ou explícitas). 3. Relevância do processo de brincar (o caráter improdutivo), incerteza de resultados. 4. A não literalidade, reflexão de segundo grau, representação da realidade, imaginação. 5. Contextualização no tempo e no espaço” (KISHIMOTO, 2007, p. 27)2. Aspectos como a liberdade de ação, a improdutividade/ produtividade (no sentido de haver recompensa material) de tais ações, a dimensão lúdica, a flexibilização/inflexibilização das regras, o espaço e o tempo de realização são decisivos para a diferenciação e a conceituação entre jogo e esporte. Consideremos tais características em relação às duas primeiras situações apresentadas no início deste tema: as crianças jogando taco e o grupo de adolescentes jogando futebol no de jogo proposto por Huizinga e sintetizado por Kishimoto. Em ambas as situações, as atividades são voluntárias, ou seja, todos os envolvidos reuniram-se espontaneamente para jogar, escolhendo, portanto, estar juntos. As regras do jogo de taco e as do futebol foram definidas e negociadas pelos próprios participantes. No caso do futebol jogado aos fins de semana, existe uma grande influênciada lógica do esporte de rendimento, mas sem o mesmo rigor na sua aplicação.Em princípio, os espaços em que as duas primeiras práticas ocorreram não são necessariamente o aspecto definidor de suas respectivas realizações. O espaço em que foi desenvolvido o jogo de taco não precisaria ser necessariamente a rua, podendo ser qualquer outro com as mesmas condições (piso plano e amplo). O mesmo ocorre com o jogo de futebol: a ausência de uma trave ou de linhas que delimitam o campo ou o fato de o grupo não possuir uniforme que diferencie seus jogadores podem ser aspectos que dificultam o jogo, mas não impedem a sua realização. É comum em parques e praças pelo Brasil ver os chamados “jogadores de fins de semana” praticando diferentes esportes em locais improvisados. O tempo destinado a tais práticas também não é rigorosamente definido. O jogo de taco ocorrerá até o momento em que o grupo de jogadores assim o quiser; nesse sentido, tanto pode durar muito como pode terminar após poucas rodadas. No futebol de fim de semana, geralmente, ocorre uma definição prévia sobre o tempo: é comum a utilização de dez minutos ou dois gols como limite, principalmente quando existem muitos times do lado de fora esperando a vez de jogar. Os sentimentos experimentados, como a alegria e a tensão que o jogo proporciona, são muito próximos nas duas modalidades apresentadas. Algo motiva os dois grupos para aquelas práticas corporais: o prazer e a alegria vivenciados com o do jogo e, às vezes, a tensão ou os conflitos. A dimensão lúdica está muito presente, assim como a questão da competição; no entanto, o lúdico e a competitividade equilibram-se nas ações dos participantes. Nesse sentido, o jogo é caracterizado pela maior liberdade das ações de seus participantes, pois as ações dos indivíduos estão relacionadas ao lazer, à ocupação do tempo livre, à diversão, à socialização e à prática em si. Sendo assim, o jogo pode ser pensado sob o ponto de vista da não produtividade, desde que improdutividade seja entendida como algo que não gera um produto rentável, de lucratividade. Mas o jogo produz bem-estar, prazer e experiências riquíssimas aos seus participantes; e é sob esse aspecto que se pode dizer que ele é produtivo. E a partida de vôlei feminino na Liga Mundial? Para Bracht (2005) apresenta o modelo dual de esporte. Para o autor, o esporte pode ser entendido como prática de alto rendimento/espetáculo ou como atividade de lazer. De acordo com esse enfoque, o futebol jogado pelos rapazes aos fins de semana seria o esporte, enquanto atividade de lazer, com características muito próximas às do jogo. Já a partida entre Brasil e Cuba na Liga Mundial de Vôlei estaria mais distante das características do jogo, passando do mundo do não trabalho para o do trabalho, que deve ser produtivo. Para Bracht (2005, p. 14), o esporte moderno desenvolvido no interior da cultura inglesa – entendida como o berço do esporte moderno – assumiu algumas características básicas que são reproduzidas até hoje: “competição, rendimento físico-técnico, recorde, racionalização e cientificização”. O esporte é caracterizado por uma perda na liberdade de ação. A liberdade também existe no esporte, porém os limites em relação às regras, ao espaço e ao tempo de duração influenciam as ações dos atletas. A dimensão lúdica está presente no esporte de rendimento, mas encontra-se diminuída por causa da competitividade e do objetivo final – a vitória. Algo existe que vai além do prazer da disputa, como o título de campeão do mundo. Nesse sentido, o jogador deve ser produtivo, pois suas ações são fundamentais para o desenvolvimento e o resultado da partida, o que vai ser decisivo para o futuro da equipe no campeonato e para o futuro dos atletas em suas carreiras (melhor estrutura e maior visibilidade dos atletas). Para isso, o atleta precisa treinar, repetindo inúmeras vezes as técnicas e as táticas envolvidas no esporte que pratica. Na partida de vôlei feminino na Liga Mundial, as regras são definidas por um órgão internacional, no caso a Federação Internacional de Vôlei (FIVB). O espaço de realização da partida de vôlei entre Brasil e Cuba é o mesmo em qualquer lugar do mundo, já que existe uma série de medidas padronizadas em relação às dimensões da quadra, à altura da rede etc. Nesse espaço, todas as decisões sobre as ações dos jogadores são regidas e comandadas pelo árbitro: nada em uma partida ocorre sem a sua prévia autorização, desde a decisão sobre um lance polêmico – se a bola bateu fora ou dentro da quadra, se o atleta encostou-se na rede ou invadiu a quadra da equipe adversária – até o simples reinício da partida. Principais diferenças e semelhanças entre jogo e esporte. (1) diferenças nas regras; (2) diferenças em relação ao espaço; (3) diferenças no tempo de jogo; (4) vestimentas necessárias para a atividade; (5) necessidade de arbitragem.
Inicialmente, cabe uma colocação: o elemento fundamental de toda prática esportiva é o jogo. O jogo é o alicerce dos esportes, mas o esporte não se resume ao jogo: ele vai além, em inúmeros aspectos. A mais conhecida conceituação de jogo é a de Huizinga. Para esse autor, jogo é:“(...) uma atividade ou ocupação voluntária,exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotada de um fim em si mesmo, acompanhada de um sentimento de tensão e de alegriae de uma consciência de ser diferente da „vida quotidiana” (HUIZINGA, 2007, p. 33)1. Kishimoto, após apresentar conceitos de diferentes autores (Fromberg, Christie, Caillois e Huizinga) sobre os jogos, faz a síntese de algumas características apontadas pelos autores: 1. “Liberdade de ação do jogador ou o caráter voluntário, de motivação interna e episódica da ação lúdica; prazer (ou desprazer), futilidade, o „não sério ou efeito positivo.2. Regras (implícitas ou explícitas). 3. Relevância do processo de brincar (o caráter improdutivo), incerteza de resultados. 4. A não literalidade, reflexão de segundo grau, representação da realidade, imaginação. 5. Contextualização no tempo e no espaço” (KISHIMOTO, 2007, p. 27)2. Aspectos como a liberdade de ação, a improdutividade/ produtividade (no sentido de haver recompensa material) de tais ações, a dimensão lúdica, a flexibilização/inflexibilização das regras, o espaço e o tempo de realização são decisivos para a diferenciação e a conceituação entre jogo e esporte. Consideremos tais características em relação às duas primeiras situações apresentadas no início deste tema: as crianças jogando taco e o grupo de adolescentes jogando futebol no de jogo proposto por Huizinga e sintetizado por Kishimoto. Em ambas as situações, as atividades são voluntárias, ou seja, todos os envolvidos reuniram-se espontaneamente para jogar, escolhendo, portanto, estar juntos. As regras do jogo de taco e as do futebol foram definidas e negociadas pelos próprios participantes. No caso do futebol jogado aos fins de semana, existe uma grande influênciada lógica do esporte de rendimento, mas sem o mesmo rigor na sua aplicação.Em princípio, os espaços em que as duas primeiras práticas ocorreram não são necessariamente o aspecto definidor de suas respectivas realizações. O espaço em que foi desenvolvido o jogo de taco não precisaria ser necessariamente a rua, podendo ser qualquer outro com as mesmas condições (piso plano e amplo). O mesmo ocorre com o jogo de futebol: a ausência de uma trave ou de linhas que delimitam o campo ou o fato de o grupo não possuir uniforme que diferencie seus jogadores podem ser aspectos que dificultam o jogo, mas não impedem a sua realização. É comum em parques e praças pelo Brasil ver os chamados “jogadores de fins de semana” praticando diferentes esportes em locais improvisados. O tempo destinado a tais práticas também não é rigorosamente definido. O jogo de taco ocorrerá até o momento em que o grupo de jogadores assim o quiser; nesse sentido, tanto pode durar muito como pode terminar após poucas rodadas. No futebol de fim de semana, geralmente, ocorre uma definição prévia sobre o tempo: é comum a utilização de dez minutos ou dois gols como limite, principalmente quando existem muitos times do lado de fora esperando a vez de jogar. Os sentimentos experimentados, como a alegria e a tensão que o jogo proporciona, são muito próximos nas duas modalidades apresentadas. Algo motiva os dois grupos para aquelas práticas corporais: o prazer e a alegria vivenciados com o do jogo e, às vezes, a tensão ou os conflitos. A dimensão lúdica está muito presente, assim como a questão da competição; no entanto, o lúdico e a competitividade equilibram-se nas ações dos participantes. Nesse sentido, o jogo é caracterizado pela maior liberdade das ações de seus participantes, pois as ações dos indivíduos estão relacionadas ao lazer, à ocupação do tempo livre, à diversão, à socialização e à prática em si. Sendo assim, o jogo pode ser pensado sob o ponto de vista da não produtividade, desde que improdutividade seja entendida como algo que não gera um produto rentável, de lucratividade. Mas o jogo produz bem-estar, prazer e experiências riquíssimas aos seus participantes; e é sob esse aspecto que se pode dizer que ele é produtivo. E a partida de vôlei feminino na Liga Mundial? Para Bracht (2005) apresenta o modelo dual de esporte. Para o autor, o esporte pode ser entendido como prática de alto rendimento/espetáculo ou como atividade de lazer. De acordo com esse enfoque, o futebol jogado pelos rapazes aos fins de semana seria o esporte, enquanto atividade de lazer, com características muito próximas às do jogo. Já a partida entre Brasil e Cuba na Liga Mundial de Vôlei estaria mais distante das características do jogo, passando do mundo do não trabalho para o do trabalho, que deve ser produtivo. Para Bracht (2005, p. 14), o esporte moderno desenvolvido no interior da cultura inglesa – entendida como o berço do esporte moderno – assumiu algumas características básicas que são reproduzidas até hoje: “competição, rendimento físico-técnico, recorde, racionalização e cientificização”. O esporte é caracterizado por uma perda na liberdade de ação. A liberdade também existe no esporte, porém os limites em relação às regras, ao espaço e ao tempo de duração influenciam as ações dos atletas. A dimensão lúdica está presente no esporte de rendimento, mas encontra-se diminuída por causa da competitividade e do objetivo final – a vitória. Algo existe que vai além do prazer da disputa, como o título de campeão do mundo. Nesse sentido, o jogador deve ser produtivo, pois suas ações são fundamentais para o desenvolvimento e o resultado da partida, o que vai ser decisivo para o futuro da equipe no campeonato e para o futuro dos atletas em suas carreiras (melhor estrutura e maior visibilidade dos atletas). Para isso, o atleta precisa treinar, repetindo inúmeras vezes as técnicas e as táticas envolvidas no esporte que pratica. Na partida de vôlei feminino na Liga Mundial, as regras são definidas por um órgão internacional, no caso a Federação Internacional de Vôlei (FIVB). O espaço de realização da partida de vôlei entre Brasil e Cuba é o mesmo em qualquer lugar do mundo, já que existe uma série de medidas padronizadas em relação às dimensões da quadra, à altura da rede etc. Nesse espaço, todas as decisões sobre as ações dos jogadores são regidas e comandadas pelo árbitro: nada em uma partida ocorre sem a sua prévia autorização, desde a decisão sobre um lance polêmico – se a bola bateu fora ou dentro da quadra, se o atleta encostou-se na rede ou invadiu a quadra da equipe adversária – até o simples reinício da partida. Principais diferenças e semelhanças entre jogo e esporte. (1) diferenças nas regras; (2) diferenças em relação ao espaço; (3) diferenças no tempo de jogo; (4) vestimentas necessárias para a atividade; (5) necessidade de arbitragem.
BEISEBOL: o beisebol é um dos principais esportes praticados no mundo, principalmente nos Estados Unidos da América. Esse esporte também se popularizou no Japão, em Cuba e em vários países da América Central e do Caribe. A partir das últimas décadas do século XIX, essa modalidade difundiu-se dos Estados Unidos para várias partes do mundo, ganhando milhares de praticantes. O beisebol foi criado por Abner Doubleday, nos Estados Unidos, em 1839. Há quem diga que o esporte teria raízes na nglaterra e que já em 1700 era praticado por jovens nos fins de semana. O beisebol foi levado ao Japão pelos professores norte-americanos Holles Wilson e Madjett, que lecionavam na Universidade de Tóquio, em 1873. Depois disso, o esporte passou a ser difundido para a América Central e a Europa, ganhando muitos adeptos e praticantes pelo mundo afora (OI, 1996). Sabe-se que o beisebol foi introduzido no Brasil por americanos que trabalhavam em empresas como a antiga Light e a Companhia Telefônica e também, pelos funcionários do Consulado Geral dos Estados Unidos, que praticavam o esporte como forma de lazer aos fins de semana. OI (1996) relata que, já na década de 1920, existia uma liga de beisebol comandada por um diretor da Companhia Telefônica. Apesar de não serem os que trouxeram o beisebol ao nosso país, os japoneses foram os grandes responsáveis pela difusão do esporte em terras brasileiras. Devido a esse processo, grande parte dos ídolos brasileiros do esporte é descendente de japoneses, o que é motivo de alegria para a grande população japonesa aqui residente. A intensificação do processo de imigração japonesa, ocorrida entre as décadas de 1920 e 1940, fez com que a prática do beisebol se disseminasse para diferentes regiões do Brasil. Por isso, a prática desse esporte, acompanhando o trabalho agrícola dos imigrantes, deu-se inicialmente em zonas rurais, com muitas dificuldades, porque não havia a estrutura necessária para o seu desenvolvimento. Depois desse primeiro momento – em que ocorria a improvisação dos materiais de jogo, como luvas, vestimentas e bastões –, a prática do esporte passou a tomar o caminho das grandes cidades, a partir de 1950 (OI, 1996). A difusão do beisebol acompanhou as estradas de ferro que foram construídas para facilitar o escoamento da produção de café, partindo principalmente de São Paulo, por meio das ferrovias Noroeste, Paulista e Sorocabana, nomes que também figuraram nas primeiras ligas desse esporte. Dessas estradas, o beisebol foi difundido e passou a ser praticado em outros estados, como o Paraná (OI, 1996). O Brasil detém os títulos de campeão mundial Jr. (1993) e vice-campeão mundial júnior (1995) de beisebol. A cada ano, a modalidade vem se desenvolvendo, permitindo melhores atuações das seleções de base e da principal nos campeonatos que disputam. Atualmente, no Brasil, existem cerca de 50 equipes de beisebol distribuídas pelas federações estaduais, totalizando aproximadamente 3 mil atletas. Dinâmica geral do beisebol: Para entendermos como se pratica o beisebol, é preciso conhecer algumas de suas principais
características. A primeira delas é que, nesse esporte, cada equipe tem seus tempos de ataque e defesa separados. A partida somente acaba quando é completada a disputa de nove ataques e nove defesas. Cada conjunto de ataque/defesa é denominado inning, o que seria equivalente ao set do vôlei. Cada equipe deve ter nove jogadores. O campo de beisebol tem uma área equivalente a 1/4 de um círculo com 120 metros de raio. Essa área é divida em duas partes: o jardim externo e o interno. objetivo do jogo e suas principais regras A equipe que ataca possui os seguintes jogadores: (A) rebatedor e (B) corredores. O objetivo da equipe do ataque é marcar mais pontos/corridas. Um ponto/corrida é marcado quando um jogador do ataque consegue percorrer todas as quatro bases do campo antes do término do inning. Não é necessária a passagem do jogador por todas as bases de uma só vez. Ele pode avançar uma ou mais bases por vez. O rebatedor (batter) deve rebater a bola lançada pelo arremessador (pitcher) dentro dos O campo de beisebol tem uma área equivalente a 1/4 de um círculo com 120 metros de raio. Essa área é divida em duas partes: o jardim externo e o interno. limites do campo o mais longe que conseguir, para, em seguida, correr na direção da primeira base antes que o defensor da primeira base receba a bola e pise na base. Se o rebatedor chegar à primeira base, passa a se chamar corredor (runner). O objetivo do corredor é conquistar as próximas bases até chegar à principal (home base), quando marca 1 ponto ou corrida (run) para a sua equipe. O rebatedor que conseguir a proeza de rebater uma bola para fora da linha circular que delimita o jardim externo, e dentro dos limites das linhas laterais, realiza a jogada denominada home run. Essa jogada dá a ele o direito de percorrer as quatro bases Perde-se o direito ao ataque toda vez que a equipe tiver três jogadores eliminados. A equipe que defende possui os seguintes jogadores: (A) jardineiros externos (direito, central e esquerdo), (B) jardineiros internos (defensor da primeira base, defensor da segunda base, defensor da terceira base, defensor da quarta base ou receptor) e, entre a segunda e a terceira bases, existem ainda o interbases e (C) o arremessador. O objetivo da equipe que defende é evitar que a outra equipe marque pontos, tentando eliminar os jogadores. O jogador é eliminado se não conseguir rebater três bolas boas ou se o corredor não conseguir
chegar antes do defensor à base a que está se dirigindo. O jardim externo é a parte do campo em que três jogadores de defesa se localizam: o jardineiro direito (right fielder), o jardineiro esquerdo (left fielder) e o jardineiro central (center fielder). Esses jogadores são os responsáveis por capturar as bolas que forem rebatidas para lá. Se a bola for capturada no ar, o rebatedor estará automaticamente eliminado. Assim, a principal característica desses jogadores é serem ótimos velocistas. O jardim interno é a área onde estão localizadas as bases, cada qual defendida por um jogador, sendo que, entre a segunda e a terceira bases, é posicionado um quinto jogador, chamado de interbases. A função dele é receber a bola passada pelos jardineiros externos e fechar as bases ou, ainda, capturar as bolas diretamente rebatidas pelos
rebatedores que vierem em sua direção, impedindo que os atacantes se desloquem para as bases seguintes. A base principal (home plate) localiza-se na extremidade central e interna do campo. É o lugar onde ficam o jogador chamado de receptor (catcher), o juiz principal e o rebatedor (batter). A primeira base localiza-se na extremidade direita do quadrado e nela encontra-se o defensor da primeira base.
A segunda base localiza-se na parte central interna oposta à base principal e nela encontra-se o defensor da segunda base. A terceira base localiza-se na parte esquerda do quadrado formado pelas quatro bases.
Nela, existe outro defensor. O receptor (catcher) e o arremessador (pitcher) são considerados os jogadores mais importantes de uma equipe. O arremessador fica no centro do quadrado formado pelas bases, em uma região um pouco elevada em relação às demais áreas do campo. Dessa dupla é a função de impedir que haja uma boa rebatida. O receptor comanda as bolas e determina como elas deverão
ser arremessadas – se a bola deve ser curva, rápida ou lenta. A dupla varia a maneira do arremesso para tentar enganar o rebatedor, deixando-o confuso em relação ao tipo de bola que será arremessada Após três tentativas frustradas do rebatedor de rebater uma bola arremessada, ele estará eliminado. O arremessador tem o direito de jogar três bolas ruins para o rebatedor; se ele lançar uma quarta bola ruim, o rebatedor adquire o direito de passar para a primeira base. O rebatedor pode rejeitar até duas bolas boas. O árbitro é quem considera as bolas boas ou ruins, a partir da visualização da zona de strike. Essa zona é a área compreendida, na altura, pela região entre o peito e os joelhos do rebatedor e, na largura, pela área da base localizada à frente do receptor (home plate). os “princípios operacionais” propostos por Bayer (1994, p. 99 e p. 117), buscando estabelecer relações com o ensino do beisebol. São eles: Em situação de ataque: 1. Conservação da posse da bola. 2. Progressão da bola e da equipe em direção
ao alvo adversário. 3. Finalização em direção ao alvo. Em situação de defesa: 1. Recuperação da posse de bola. 2. Contenção da bola e da equipe adversária em direção ao próprio alvo. 3. Proteção do alvo.
Quando pensamos nesses princípios para o ensino do beisebol, devemos nos ater à dinâmica desse esporte. Como vimos, no beisebol, o ataque é realizado por apenas uma equipe. Se a equipe que defende não conseguir provocar o erro dos adversários, deverá esperar até que os nove atacantes realizem suas respectivas rebatidas para só então passar a atacar. O princípio operacional de ataque “conservação
da posse de bola” aplicado no beisebol deve ser analisado de forma diferenciada. Vimos que existem três alvos secundários que precisam ser conquistados (a primeira, a segunda e a terceira bases) e o alvo principal; além disso, o objetivo do atacante/rebatedor é rebater a bola o mais longe possível dentro dos limites da quadra. Por isso, esse princípio pode ser visualizado como a forma
ou a maneira de manter a bola o mais longe possível das bases. Como num jogo de beisebol a rebatida ocorre a partir do tipo de arremesso realizado, esse princípio depende de um amplo repertório de rebatidas dos jogadores que realizam essa função. Outro princípio importante a ser problematizado é a “progressão da bola e da equipe em direção ao alvo adversário”. Como os alvos são as bases, estratégias devem ser criadas para que os jogadores de uma mesma equipe progridam em sincronia. Esse princípio pode ser trabalhado a partir de diferentes tipos de rebatida, seguidas de diferentes formas de deslocamentos dos atacantes. Diferentes sentidos, velocidades e distâncias de rebatidas da bola devem ser trabalhadas, para que rebatedor e corredores possam saber quando e como se deslocar a fim de
que não sejam eliminados pela defesa. A “finalização em direção ao alvo” está amplamente relacionada com os outros dois princípios operacionais, pois, sem uma boa rebatida e um bom e rápido deslocamento dos atacantes (de acordo com o tipo de rebatida), a finalização da jogada estará prejudicada. Os três princípios operacionais de defesa – “recuperação da posse de bola”, “contençãoda bola e da equipe adversária em direção ao próprio alvo” e “proteção do alvo” – dependem de algumas ações fundamentais por parte da equipe defensora, quais sejam: a equipe somente adquire o direito feito de
atacar após provocar o erro do rebatedor e quando os corredores não chegam às bases seguintes. O erro pode ser provocado principalmente a partir do bom entrosamento e desempenho da dupla
receptor-arremessador. Para a dupla, orepertório de diferentes formas de arremesso é tão importante quanto a sequência escolhida para a sua execução (arremessos curtos, rápidos e com curvas
ou ainda alternância de bolas boas e ruins), visando confundir o rebatedor; outra forma de recuperar o ataque ff taque é a criação de linhas de passes que promovam a circulação mais rápida da bola
para a base em direção à qual o corredor ou o rebatedor esteja se deslocando. Somente com a tentativa de dificultar a rebatida do atacante da equipe adversária é que o objetivo da defesa pode ser alcançado e os três princípios poderão ser colocados em prática.

kariane N°:21 Série:8°B
ResponderExcluirlucas n°:16 série 9°a
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ResponderExcluirJaumz N°20 Série: 8°B
Guilherme N°14 Série:8°B
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ResponderExcluirJacqueline Nº16 Série:8ªB
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ResponderExcluirMatheus Colaço nº: 26 Série: 8ªB
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ResponderExcluirLucas 8ªB ^^ {{ PURUNGA }}
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douglas N°10 8ªB
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ResponderExcluirRafael nº29 8ªB.
ResponderExcluirbeatriz da 8 serie B
ResponderExcluirMuito legal esse blog...
ResponderExcluirJeiziele da 8ªA nº16.
ResponderExcluirEduarda Anthony N° 10 Serie:8°A
ResponderExcluirvanessa 8ªc nº29
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ResponderExcluirda_yany_rk@hotmail.com
ResponderExcluirDAIANY Nº6 8ªA
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ResponderExcluirDesse jeito tudo fica bem mais fácil.
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Carlos André n°06 8°B
ResponderExcluirJanaina Ferreira Prates
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daiany n°6 8ªa
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Daneila tayanara Nº:08 8ªB
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giovani
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