Tratar do processo histórico do samba é remeter à lembrança da capoeira, cabendo refletir e questionar: o samba surgiu aqui ou na África? Suas características são as mesmas de várias danças africanas? Era um refúgio para o escravo matar a saudade de sua terra de origem ou um meio de disfarce do momento da luta em que o negro escravizado ludibriava, com o movimento da ginga, o capitão do mato pouco antes do ataque? Qual a relação, enfim, dos ritmos e gestos particulares do samba com a escravização de pessoas oriundas de diferentes países do continente africano, já que havia dificuldade de diálogo no cativeiro, em virtude dessa diversidade cultural? Com base nessas reflexões, nota-se como é complexa a origem do samba. Nesse processo estão imbricadas outras manifestações, como o jongo, o lundu e o maxixe, representações africanas presenciadas no Brasil, além do próprio samba. O lundu é possivelmente o primeiro ritmo afro-brasileiro em forma de canção acompanhada de dança e que, com o maxixe, influenciou o samba baiano. Já o jongo, que tem semelhanças com o semba/masemba, de Angola, precursor do samba, faz parte do conjunto das danças de umbigada que influenciaram o samba carioca. O jongo é uma forma de louvação aos antepassados, de consolidação de tradições e afirmação de identidades. Tem suas raízes nos saberes, nos ritos e nas crenças dos povos africanos, principalmente os de idioma banto. São sugestivos dessas origens o profundo respeito aos ancestrais, a valorização dos enigmas cantados e o elemento coreográfico da umbigada, que é um “toque leve” na região do umbigo, uma espécie de convite à dança. No Brasil, o jongo consolidou-se entre os negros escravizados que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar no Sudeste brasileiro, principalmente no vale do rio Paraíba. Nos tempos da escravidão, a poesia metafórica do jongo permitiu aos praticantes da dança que se comunicassem por meio de pontos que os capatazes e os senhores não conseguiam compreender. Sempre esteve, assim, em uma dimensão marginal, em que os negros falam de si e de sua comunidade por meio da crônica e da linguagem cifrada. Tambu, batuque, tambor, caxambu: o jongo tem diversos nomes. Ele é cantado e tocado de diversas formas, dependendo da comunidade que o pratica. Se existem diferenças de lugar para lugar, existem também semelhanças, características comuns presentes em muitas de suas manifestações. O termo “samba” tem sua origem associada à expressão angolana “semba”, que designa um ritmo religioso. O primeiro samba gravado em disco, intitulado Pelo telefone, foi registrado pelo cantor e compositor Donga. Assim, o samba refere-se a um estilo musical e a uma forma de dança e, ao identificar seus vários subgêneros, percebe-se uma ligação direta com os instrumentos musicais utilizados. No jongo, iniciado o toque dos tambores, forma-se uma roda de dançarinos que cantam em coro, respondendo ao solo de um deles. Os tambores e os batuqueiros estão sempre na roda ou perto dela. Sozinhos ou em pares, os praticantes vão ao centro da roda e dançam até serem substituídos por outros jongueiros. Muitas vezes, neste momento da substituição, nota-se o elemento coreográfico da umbigada. Dança-se conforme se sabe. Uns dançam rodando, outros pulando ou arrastando os pés. Uns dançam devagar, outros rapidamente. Em cidades como Taubaté, São Luís do Paraitinga, Pindamonhangaba e Cunha, encontram-se alguns redutos de jongueiros do Vale Paulista (Vale do Paraíba). O jongo é estruturado em roda e acontecia nos terreiros, próximo ou ao redor de uma fogueira. Hoje é possível assistir a apresentações em praças públicas. O termo “samba” tem sua origem associada à expressão angolana “semba”, que designa um ritmo religioso. O primeiro samba gravado em disco, intitulado Pelo telefone, foi registrado pelo cantor e compositor Donga. Assim, o samba refere-se a um estilo musical e a uma forma de dança e, ao identificar seus vários subgêneros, percebe-se uma ligação direta com os instrumentos musicais utilizados. As letras do samba geralmente tratam do cotidiano e, em suas raízes, remetiam ao preconceito dos europeus em relação aos rituais religiosos realizados pela população negra, como o candomblé. A forte influência do samba pode ser percebida predominantemente em alguns estados brasileiros, como na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo, locais em que a presença da mão de obra negra escrava foi mais acentuada nos engenhos e nas fazendas. Nesse sentido, tanto o samba baiano como o carioca remetem ao samba de roda. É provável que o samba de roda seja uma ramificação original da Bahia, presente nas rodas de capoeira, em forma de dança. A cantoria acompanhada por palmas é essencial nessa manifestação. Além disso, há uma variedade de expressões do Se-Movimentar no samba, como o samba-rock e a gafieira. Ambos os estilos permitem variações técnicas dos movimentos, momentos de improvisação, descoberta e prazer para quem dança e/ou aprecia essa manifestação rítmica.
Samba - Alguns subgêneros e instrumentos utilizados
Samba `comum´ Surdo ou tantã, cavaco, pandeiro, cavaquinho e violão.
Samba de roda Pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho.
Samba de partido-alto Surdo, pandeiro, tamborim, cavaquinho e violão.
Pagode Banjo, tantã, repique de mão, cavaquinho, violão e pandeiro.
Samba de breque Música intercalada com partes faladas ou diálogos.
Samba de enredo Cavaquinho e bateria de escola de samba.
Bossa nova (samba e jazz) Repique de mão e viola eletrônica.
LAZER E TRABALHO: O LAZER COMO DIREITO DO CIDADÃO E DEVER DO ESTADO
Em pesquisa realizada pelo jornal Folha de S.Paulo (apud MARCELLINO, 2006) com moradores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro acima de 14 anos de idade sobre as práticas esportivas preferidas, são apresentados alguns números que permitem observações interessantes. A principal é a defasagem entre aqueles que declaram gostar de esporte e aqueles que efetivamente têm a oportunidade de praticá-lo. Apenas 7% dos entrevistados declararam que não apreciam nenhum esporte, número que seria animador não fosse ofato de 61% afirmarem não praticar qualquer atividade esportiva. É claro que a dificuldade de prática de atividades esportivas nos momentos de lazer por parte da população deve-se a vários motivos, sendo o principal a pouca ênfase dada às políticas de lazer, tanto públicas como privadas. Se o lazer é um direito do cidadão e um dever do Estado, cabe a este priorizar ações para prover condições efetivas de acesso a essa dimensão. Deve-se, ainda, à falta de equipamentos e locais específicos para a prática e à falta de uma Cultura do Lazer, que incorpore essa dimensão na vida de todas as pessoas. Vale ressaltar o papel das mídias que, se por um lado difundem as práticas de lazer – esportivas ou não –, por outro geram uma necessidade que não é atendida pelo poder público, causando insatisfação por parte da população. Assistir pela televisão a uma grande competição esportiva, como os Jogos Olímpicos, pode ser uma atividade enriquecedora sob vários aspectos, mas ter oportunidade e condições de praticar efetivamente algumas modalidades, participando de competições no seu bairro ou na sua cidade, mais ainda.O que a Educação Física escolar tem a ver com esses dados? A Educação Física escolar também tem uma parcela de responsabilidade na criação de uma Cultura do Lazer, transformando o gosto pelo lazer em ações que levem às oportunidades de prática efetiva. Nesse sentido, a Educação Física tem como objetivo oferecer aos alunos, ao longo das várias séries em que atua, uma educação pelo lazer e para o lazer. É importante que os conteúdos da Educação Física, que compõem a Cultura de Movimento – esporte, jogo, ginástica, luta e atividade rítmica –, tornem-se significativos aos alunos, sejam incorporados em suas vidas e possam ser usufruídos por eles em seus momentos de lazer de modo autônomo e crítico. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, em 1948, a Declaração universal dos Direitos do Homem, reconhecendo o lazer como direito dos cidadãos. Também a Constituição brasileira de 1988 reafirma esse direito, o que demonstra a atualidade e a importância desse tema. A partir dos anos 1950, o lazer passou a ser objeto de estudos sistemáticos, configurando uma área de pesquisa e intervenção. O lazer surge como conceito na relação com o trabalho na sociedade industrial. À medida que as jornadas de trabalho foram regulamentadas nas indústrias, os operários passaram a ter um tempo de não-trabalho, no qual deveriam repor as energias para a jornada seguinte. É no contexto dessa discussão que o lazer, tanto como área de estudo quanto como indústria produtora de bens e práticas de lazer, ganha importância para estimular ou sugerir práticas não só aos trabalhadores, mas a toda a população. Nelson Marcellino, um dos principais estudiosos brasileiros do lazer, alerta sobre os juízos de valor de senso comum que associam o lazer às coisas negativas, considerando-o um não fazer ou coisa de desocupados ou, ainda,mero passatempo. Para esse autor, os valores do senso comum contrapõem lazer e trabalho, considerando o primeiro menos importante do que o segundo e útil apenas para compensar o esforço do trabalho. Esse é o risco das propostas atuais de lazer nas empresas caso sejam empreendidas na perspectiva de apenas divertir o trabalhador ou fazer com que ele compense e recupere sua força de trabalho para a continuidade da jornada. O mesmo autor atenta para dois conceitos importantes no estudo do lazer – o tempo e a atitude – que podem dar a dimensão do que caracteriza uma atividade de lazer. Segundo ele, o lazer não se caracteriza somente pelo conteúdo da ação ou pela atividade em si, como o futebol, A jardinagem ou a pescaria. Importa saber a atitude em relação à atividade e em que tempo ela ocorre. Por exemplo, atividades como o futebol, a jardinagem ou a pescaria têm outros sentidos para os profissionais que as desempenham como trabalho. Em relação à atitude: “O lazer considerado como atitude será caracterizado pelo tipo de relação verificada entre o sujeito e a experiência vivida, basicamente a satisfação provocada pela atividade” 1. Em relação ao tempo: “O lazer ligado ao aspecto tempo considera as atividades desenvolvidas no tempo liberado do trabalho, ou no „tempo livre, não só das obrigações profissionais, mas também das familiares, sociais e religiosas” 2. As difíceis condições de vida atuais nas grandes cidades, o surgimento de doenças como o estresse, os riscos à saúde causados pela obesidade e pelo sedentarismo e a necessidade de redução da jornada de trabalho a fim de que haja empregos para todos realçam a importância de atividades que sejam praticadas na dimensão do lazer na sociedade contemporânea. Mesmo reconhecendo que o lazer ainda não é disponível a todos, e que o acesso a ele depende de condições socioeconômicas, considera-se aqui sua importância como um “tempo e lugar de construção da cidadania e exercício da liberdade” (MASCARENHAS, 2003, p. 10). Dessa forma, é preciso superar a visão de lazer como recreação descompromissada, ou apenas como momento de recuperação das energias de trabalho, ou como consumo passivo de determinados produtos de lazer. É preciso superar, também, certos preconceitos, como o de que as atividades de lazer são dirigidas somente para jovens ou o de que certas atividades de lazer não podem ser praticadas por pessoas com deficiências. O lazer, na perspectiva aqui adotada, defende a autonomia do cidadão para possuir conhecimentos mínimos que propiciem a escolha e a realização de várias práticas no seu tempo livre. Defende também a importância da compreensão do lazer como controle do próprio esforço e direito ao repouso; e a formação política necessária para que todas as pessoas reivindiquem tempos, espaços e oportunidades de lazer. Nesse sentido, propõe-se um enfoque que problematiza o tema “lazer e trabalho”, a fim de propiciar aos alunos oportunidades de prática e reflexão, capazes de contribuir para a sua emancipação. CORPO NA CONTEMPORANEIDADE: A VIRTUALIZAÇÃO DO CORPO E OS JOGOS VIRTUAIS – VIDEOGAMES E JOGO DE BOTÃO Há indicadores de que os videogames estão ocupando o tempo que no passado era dedicado à música, à televisão e ao cinema. Assim, uma explicação para o sucesso dos games está no avanço tecnológico, permitindo interatividade e simulação da realidade, o que torna odivertimento interessante para todas as faixas etárias. Estima-se que aproximadamente 3 milhões de brasileiros, a maioria no Estado de São Paulo, frequentem as LAN houses (Local Area Network), lojas que permitem jogar os diversos tipos de games conectados à internet. Todo esse processo acelerado influencia não só as atividades realizadas durante o tempo livre, mas todas as relações humanas, que podem passar por uma tela (da TV ou do computador) e ter seus diálogos codificados (por teclados, joysticks ou ondas eletromagnéticas dos telefones celulares). É essa dinâmica que Pierre Lévy (1996, p.11) chama de movimento geral de virtualização, fruto do advento das novas tecnologias de comunicação e que está modificando diversas esferas da vida humana, como o trabalho e o lazer. O processo de virtualização advém do entendimento de virtual, ou seja, daquilo que existe como possibilidade: “A árvore está virtualmente na semente” (LÉVY, 1996, p.15). A invenção de novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) acarreta possibilidades de espaços paralelos. Em um simples click, pode-se ter uma nova vivência de uma atividade esportiva. O futebol, por exemplo, já não é mais apenas um esporte conhecido, jogado por onze jogadores em cada equipe e uma bola em um campo gramado. É também um programa televisivo, um site, um jogo de videogame etc. Nesse sentido, a virtualização não é uma “desrealização”, mas “um dos principais vetores de criação de realidade” (LÉVY, 1996, p.18). A atualização pode ser entendida como a criação de uma nova realidade, a solução para um problema de forma criativa e colaborativa, uma transformação, enfim, de ideias. É por vivenciar determinada situação que alguém cria e/ou produz as soluções necessárias para aquele momento. Desde o surgimento do videogame que simulava um jogo de tênis em 1958, criado por um funcionário do governo norte-americano, muito se avançou em termos de tecnologia. O primeiro avanço foi realizado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) nos Estados Unidos, com a criação do Space War. A partir da década de 1970, com a popularização dos equipamentos domésticos e de jogos como Pac Man e Space Invaders, hoje considerados clássicos, os videogames passaram a ter uma relação constante com os avanços tecnológicos. Dessa relação resultou a melhoria de gráficos com efeitos em terceira dimensão, trilhas sonoras e possibilidades interativas que permitem ao jogador criar suas próprias histórias e tramas, escolher seus próprios personagens e fantasias, assim como os ambientes por onde desenvolverão suas aventuras.Com novos joysticks do tipo “controle remoto”, webcams e plataformas com sensores de peso e de equilíbrio, a geração atual de videogames permite que o jogador, por meio de movimentos de seu corpo, comande as ações do personagem (que pode ser ele mesmo representado na tela). Isso abre novas e inusitadas possibilidades, pois permite a simulação de gestos esportivos, de exercícios ginásticos ou de coreografias de dança,
por exemplo, demandando e propiciando o desenvolvimento de habilidades motoras e um gasto calórico mais elevado. Atualmente, os diferentes jogos ou games atendem não apenas as crianças e os jovens,
mas os adultos também, dadas as possibilidades de jogá-los em comunicação com outros jogadores na internet, em casa ou em LAN houses. Esses jogos são parecidos com os de representação, do tipo Role Playing Game (RPG). Os novos RPGs, também conhecidos como games on-line, já contam com uma liga profissional de jogadores (World Cyber Games), que movimenta milhões de dólares em seus
campeonatos e congrega jogadores do mundo todo, inclusive do Brasil.

Antonio Marcos Pereira 3o colegiaL A
ResponderExcluirFrancine da Silva Santana
ResponderExcluirEDVALDO Nº 11 3º COL A
ResponderExcluirPARABENS PELA CRIAÇÃO DO BLOG, ISSO AJUDARÁ NA RESOLUÇÃO DOS EXERCICIOS DA APOSTILA.
Mariana Joana dos Santos 3o A
ResponderExcluirCarlos Henrique Gimenez 3º col. A n°07
ResponderExcluirInteresante o criação do blog, para uma ajuda na resolução dos exercicios propostos a nos alunos.
alessandra karem fadini nº02 serie 3ºcol A
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluiralessandra karem fadin nº02 serie 3ºcol A
ResponderExcluirwaniellen de oliveira n°25 3°A
ResponderExcluiralessandra karem fadini nº02 serie 3ºcol A
ResponderExcluirlupércio sardelli n.20 serie 3 col a
ResponderExcluirEste comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluiralessandra karem fadini nº03 serie 3col A
ResponderExcluiralzenir alves de almeida nº04 serie 3 col A
ResponderExcluiralessandra karem fadini nº02 serie 3 col A
ResponderExcluiralzenir alves de almeida nº04 serie 3 col A
ResponderExcluirUma dúvida LAZER E TRABALHO: O LAZER COMO DIREITO DO CIDADÃO E DEVER DO ESTADO e CORPO NA CONTEMPORANEIDADE: A VIRTUALIZAÇÃO DO CORPO E OS JOGOS VIRTUAIS – VIDEOGAMES E JOGO DE BOTÃO são do mesmo tema?
ResponderExcluir